SSUCv3H4sIAAAAAAAEAJ1Ry26DMBC8V+o/IJ9BinkY6K9EPSz2BqwQHNkmVRTx77V5qFupp948M7urGc/r/S1JWAdOS/aRvCIKWI/j7LwFr80U6FO686i0N1bDGMnILavCnAc/O3TkhBtm79E6b+Q10JxMS/DYhzO/5g8L5w0nh7CKYSNIjKWEc3O3cge1pP/e3B6fR0rocZLP6G0hri2OCFvG8zbKrl8h4W1NsQ89tEJDMMxKG5LyYSSMcaEgl+9WSz31ZM34AS3BMrRhboSYjF+d7MGYCl8aIS+4qBrR8lqUBa+EaNjRUOhBK+p1K23QQbJP4nG+jwYUqh/qjzqrnBdtXotmm6AfpeMmwxqgBuyy5nJqs1Igz7pK8KzI2wi4upRFaGD5BuwrLtCBAgAA

VANTAGENS DA PCR REAL TIME PARA O DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO DE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA

INTRODUÇÃO

A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma doença infecciosa sistêmica grave causada por protozoários do gênero Leishmania. Os canídeos domésticos e silvestres são os principais reservatórios do agente, que pode ser transmitido a animais e seres humanos através da picada do inseto vetor (Lutzomyia longipalpis). A LVC é considerada um grande problema de saúde pública a nível mundial, uma vez que já foi relatada em mais de 65 países. Assim como Bangladesh, Índia, Nepal, Sudão e Etiópia, o Brasil é uma importante região endêmica.

MÉTODOS DIAGNÓSTICOS

O diagnóstico da LVC é considerado extremamente difícil, pois os animais infectados podem não apresentar sintomas ou manifestar sintomatologia inespecífica, uma vez que os sinais clínicos são similares a várias doenças. Segundo Gontijo e Melo (2004), até a década de 1930 o diagnóstico da LVC era realizado através de métodos diretos (visualização da amastigota) em punções de fígado, baço e raspados de pele. Apesar destes métodos apresentarem alta especificidade, sua sensibilidade é baixa, podendo gerar resultados falso-negativos. Atualmente existem outros métodos, como o ensaio imunoenzimático  (ELISA), a reação de imunofluorescência indireta (RIFI), histoquímica (HE), imunoistoquímica (IMIQ) e a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Apesar de amplamente utilizadas, as provas laboratoriais sorológicas apresentam deficiências em relação à sensibilidade e especificidade, o que muitas vezes compromete a precisão e rapidez do diagnóstico. Assim, a PCR tem se apresentado como uma importante ferramenta de auxílio ao médico veterinário.

PCR

Na rotina prática da clínica, são extremamente comuns casos de diagnósticos inconclusivos para a LVC. São inúmeros relatos de utilização de testes tradicionais (associados à clínica do animal) com apresentação de resultados contraditórios, que dificultam a confirmação da suspeita. Nesses e em outros casos, a PCR se estabelece como uma ferramenta valiosa, uma vez que o método se destaca em sensibilidade e especificidade quando comparado aos demais exames diagnósticos. A PCR é baseada na amplificação e detecção do material genético específico do parasita, permitindo assim a sua identificação em diferentes amostras analisadas. A análise não depende da resposta imune, além disso, pode ser realizada da forma convencional (qualitativa) ou em Real Time – RT (quantitativa).

VANTAGENS DA PCR REAL TIME SOBRE A CONVENCIONAL

Apesar de específica, a PCR convencional possui uma menor capacidade de detectar o agente em comparação à PCR -RT. A moderna técnica de PCR-RT requer concentrações muito menores de material genético; possibilita a quantificação; o risco de contaminação é menor, o que eleva a especificidade do teste; o tempo de reação é reduzido; há maior reprodutibilidade, sensibilidade e precisão e há a possibilidade de detecção de mais de um patógeno por vez.

QUANTIFICAÇÃO

Um dos maiores diferenciais da PCR-RT é a quantificação do material genético, que permite conhecer a quantidade de material genético contido na amostra. Essa informação auxilia em muito no descobrimento do grau de infecção em um primeiro momento, na estimativa do prognóstico e no monitoramento ao longo do tempo para observação de alterações no grau de infecção. Em países que permitem o tratamento da LVC, a abordagem quantitativa é fundamental para avaliação da carga parasitária antes, durante e após o tratamento do animal.

SENSIBILIDADE

A PCR-RT possibilita a identificação de quantidades mínimas de DNA (como 10-2 a 10-3 DNA do parasita por mL), o que corresponde a menos de um parasita por mL de amostra. Em um estudo realizado por Reis (2013), foi demonstrado comparativamente o potencial de diagnóstico da LVC pelos métodos da PCR convencional e PCR-RT. Foram analisados 60 animais soropositivos utilizando-se amostras de pele e baço. Para as amostras de pele, a PCR-RT detectou 56 animais positivos (93,3%) e a PCR convencional detectou 44 animais positivos (73,3%). Já com as amostras de baço, a PCR-RT consegui detectar 100% dos 60 animais positivos e a PCR convencional detectou 44 animais positivos (73,3%). Outra evidência que demonstra a superioridade e grande sensibilidade da PCR-RT na detecção da LVC, foi obtida por meio de um estudo elaborado por Cardinot (2013), onde utilizando-se aspirado de medula óssea de cães, 100% dos animais infectados foram identificados por PCR-RT, 74% por meio de cultura e 33% em exame direto por microscopia. Desta forma, os resultados demonstram a superioridade e aplicabilidade da PCR-RT.

CONCLUSÃO

Atualmente, a LVC constitui um grave problema de saúde pública e representa um grande desafio para os profissionais da saúde. Por se tratar de uma doença complexa, é fundamental a utilização de análises sensíveis e específicas para o diagnóstico. A PCR-RT é uma técnica não só qualitativa como quantitativa, sendo de grande importância para agregar valores ao médico veterinário em sua rotina juntamente com as demais técnicas, para auxiliar em um diagnóstico mais preciso e confiável. O TECSA Laboratórios possui equipamentos modernos e certificados, além de uma equipe técnica altamente especializada. Caso tenha dúvidas, entre em contato conosco, estamos à disposição para atendê-lo. Se é TECSA, pode confiar.

CÓDEXAMEMATERIAL / COR TAMPA DO TUBOPRAZO(dias)
483LEISHMANIA CHAGASI – METODO PCR REAL TIME QUALITATIVOSangue total em EDTAPunção de medula em EDTAPunção de linfonodo em EDTA3
680LEISHMANIA CHAGASI  – METODO PCR REAL TIME QUANTITATIVOSangue total em EDTAPunção de medula em EDTAPunção de linfonodo em EDTA3
447LEISHMANIOSE CANINA  DILUICAO TOTAL – SOROLOGIA ( ELISA + RIFI )SORO3
83LEISHMANIOSE CANINA  – SOROLOGIA (ELISA + RIFI )SORO2
456LEISHMANIOSE – METODO IMUNO-HISTOQUIMICAFragmento de pele em formol a 10%6
408PESQUISA DE LEISHMANIAEsfregaços de aspirados (linfonodos, medula, baço em lâmina)4
039HEMOGRAMA COMPLETOSangue total em EDTA1
570PERFIL CHECK UP GLOBAL DE FUNÇÔESSangue total em tubo tampa vermelha ou soro + tampa cinza1

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSIS, J.; QUEIROZ, N.M.G.P.; SILVEIRA, R.C.V.; et al. Estudo comparativo dos métodos diagnósticos para leishmaniose visceral em cães oriundos de Ilha Solteira, SP. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v.19, n.1, p.17-25, 2010.

CARDINOT, C.B. Identificação de DNA de Leishmania sp. no encéfalo de cães com leishmaniose visceral. 2013. 59f. Dissertação – Mestrado em Ciência Animal. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Araçatuba/SP.

CAVALCANTI, M.P. desenvolvimento e avaliação de um sistema baseado em pcr em tempo real para o diagnóstico da infecção por Leishmania (Leishmania) infantum em cães. 2008. 139f. Tese – Doutorado em Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz. Recife/PE.

FARIA, A.R. Diagnóstico da leishmaniose visceral canina: grandes avanços tecnológicos e baixa aplicação prática. Revista Pan-Amazônica de Saúde, v.3, n.2, p.47-57, 2012.

MOURA, T.M. PCR em tempo real – PCR quantitativa (qPCR). 2015. Disponível em: http://www.ufrgs.br/labvir/material/CBS6008/PCR_em_tempo_real.pdf. Acesso em: 22 jan. 2015.

REIS, L.E.S. Detecção de Leishmania por PCR e suas variações (seminested PCR e PCR em tempo real), em fragmentos de pele e de baço de cães com leishmaniose visceral. 2013. 85f. Dissertação – Mestrado em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Ouro Preto. Ouro Preto/MG.


Deixe uma resposta

Fechar Menu