Perguntas

Leishmaniose é uma doença infecciosa parasitária, causada por parasitas do gênero Leishmania spp. Os parasitas são intracelulares obrigatórios, vivendo e replicando-se em células de defesa do paciente. Existem dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar e a leishmaniose visceral, sendo que essa última tem no cão um importante elo na cadeia de transmissão.

Primeiramente, deve-se procurar um médico veterinário para que ele proceda o exame clínico e anamnese para identificar a possibilidade do animalzinho estar com leishmaniose e indicar o melhor método diagnóstico para cada caso. A investigação pode ser feita através de exames sorológicos ou pesquisa direta. Para sorologia são disponíveis testes rápidos, ensaio imunoenzimático (ELISA) e reação de imunofluorescência indireta (RIFI). As pesquisas diretas compreendem as pesquisas em lâminas por microscopia, imunohistoquímica e PCR Real Time.

Não existe vacina para humanos. A vacinação para cães existe e deve ser realizada com protocolo inicial de três doses seguido de doses de reforço anuais.

O tratamento com milteforan foi instituído e é o único tratamento autorizado para a realização por médicos veterinários.

O animal pode ter vida normal, passear, brincar, banhos. Entretanto alguns cuidados devem ser tomados: o uso de coleira repelente, exames periódicos (hemograma, função renal, função hepática, proteinograma, sorologia e PCR, na maioria dos casos), além do acompanhamento médico veterinário. Alguns animais respondem melhor ao tratamento, com a remissão dos sintomas mais rapidamente, outros porém demandam mais cuidados e acompanhamento em menores intervalos de tempo. Lembrando que qualquer tratamento deve ser feito somente por médicos veterinários.

A prevenção pode ser realizada através da limpeza periódica de quintais com a retirada de materiais orgânicos; destinação adequada do lixo; limpeza dos abrigos de animais domésticos. Nos cães é recomendado o uso de coleiras repelentes e a realização do protocolo vacinal.

Essa é uma zoonose de grande importância na saúde pública. A leishmaniose visceral é causada pelo protozoário Leishmania chagasi e a transmissão ocorre através da picada de flebotomíneos (mosquito-palha), insetos muitos pequenos que medem de 2 a 3 milímetros.

O ideal é que os exames sejam feitos semestralmente ou sempre que o animal apresentar sinais compatíveis com a enfermidade.

Estudos mostram que o animal em tratamento, apesar não ter a cura parasitológica, alcança a cura clínica com a remissão dos sinais. Diversos estudos também mostram que o animal tratado tem muito menos chances de transmitir, mostrando que o diagnóstico precoce e o tratamento bem feito podem fazer parte do processo de prevenção da doença aos humanos.

Legislação

NOTA TÉCNICA Nº 11/2016/CPV/DFIP/SDA/GM/MAPA: Por meio da Nota Técnica Conjunta n° 001/2016 MAPA/MS, assinada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e pelo Ministério da Sáude foi autorizado o registro do produto MILTEFORAN, sob número SP 000175-9.000003, de propriedade da empresa VIRBAC SAÚDE ANIMAL, indicado para o tratamento da leishmaniose visceral de cães.
LINK: https://www.sbmt.org.br/portal/wp-content/uploads/2016/09/nota-tecnica.pdf

PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 1.426, DE 11 DE JULHO DE 2008: Proíbe o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
LINK: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/pri1426_11_07_2008.html

DECRETO Nº 51.838, DE 14 DE MARÇO DE 1963: Baixa Normas Técnicas Especiais para o Combate às Leishmanioses.
LINK: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/D51838.htm

PORTARIA Nº 176, DE 3 DE OUTUBRO DE 2005: Submeter à consulta pública, pelo prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data da publicação desta Portaria, o Projeto de Instrução Normativa Interministerial anexo, que aprova o regulamento técnico para pesquisa, desenvolvimento, produção, avaliação, registro e renovação de licenças, comercialização e uso de vacina contra a leishmaniose visceral canina.
LINK: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/sislegis/action/detalhaAto.do?method=consultarLegislacaoFederal

Situação Epidemiológica

Situação Epidemiológica da Leishmaniose Visceral no Brasil:

http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/janeiro/28/leishvisceral-17-novo-layout.pdf

A leishmaniose visceral ainda hoje é uma importante  enfermidade que afeta a população canina e a humana. No Brasil é considerada uma doença endêmica e sua transmissão já foi descrita em quase todos os  estados Brasileiros. A transmissão do agente etiológico, Leishmania chagasi, ocorre pela picada do mosquito palha (Lutzomyia longipalpis), o qual é encontrado em diversas regiões do Brasil. O cão exerce uma importância epidemiológica pois é considerado o principal reservatório doméstico da doença. O diagnóstico precoce,  realizado pelo  médico veterinário, deve ser feito através de exames laboratoriais, uma vez que os sinais clínicos podem ser os mesmos de diversas outras patologias. 

Prevenção

A Leishmaniose Visceral Canina é uma importante doença, capaz de afetar tanto os seres humanos quanto os animais. Sua transmissão ocorre através da picada do inseto hematófago flebotomíneo Lutzomyia longipalpis. Esse flebótomo mede cerca de 2 a 3 milímetros de comprimento, e devido a seu tamanho, consegue atravessar com certa facilidade a grande maioria dos mosquiteiros e telas. Seu nome popular varia de acordo com a região, podendo ser chamado de mosquito tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca, asa dura, palhinha ou mosquito palha.

Para a transmissão da Leishmaniose acontecer, precisa existir o vetor e o hospedeiro/reservatório susceptível. Sendo assim, é dever de todos nós e do estado trabalharmos para evitar ou diminuir ao máximo a expansão da doença através das diversas formas de prevenção, que tem como objetivo interromper os ciclos de transmissão. Abaixo listamos algumas medidas de prevenção recomendadas pelos profissionais da área.

  • Medidas de prevenção para os seres humanos: Algumas medidas de prevenção individual podem ser tomadas a fim de diminuir os riscos de transmissão da doença, como o uso de repelentes, evitar locas de risco em horários de atividade do vetor (crepúsculo e noite) e uso de mosquiteiros com ou sem repelentes nas portas e janelas. A malha dos mosquiteiros precisa levar em consideração o pequeno tamanho do vetor.
  • Medidas dirigidas ao vetor: O vetor da leishmaniose deve ser combatido de forma multissistêmica, para atingir o melhor resultado possível. Sendo assim, além da aplicação de inseticida e limpeza urbana realizadas pela prefeitura, a população também deve fazer a sua parte para manter suas casas e as cidades limpas, através da limpeza de quintais, terrenos e praças públicas, eliminação de lixos expostos a intemperes e outras ações que visam controlar a proliferação do vetor.
  • Medidas dirigidas à população canina: Além de ações que visam diminuir a proliferação do vetor e a contaminação dos seres humanos, precisamos tomar medidas dirigidas à população canina, que faz parte do ciclo de transmissão da doença. Para isso, podemos citar algumas medidas, como a diminuição do número de cães errantes nas áreas rurais e urbanas através de campanhas de castração e adoção, vacinação dos animais domésticos, visitas periódicas ao médico veterinario, exames laboratoriais rotineiros, utilização de coleiras repelentes impregnadas com Deltametrina, uso de repelentes tópicos, tratamento de animais comprovadamente positivos e o uso de telas em canis (coletivos, individuais, pet shop, clínicas veterinárias e abrigos de animais).

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